13 de fevereiro de 2026, 19:34:00

Enredos afrocentrados marcam o Grupo Especial de São Paulo e exaltam ancestralidade e resistência negra


Enredos afrocentrados marcam o Grupo Especial de São Paulo e exaltam ancestralidade e resistência negra

Crédito SECOM de São Paulo

Na edição deste ano dos desfiles do Grupo Especial das escolas de samba de São Paulo, enredos com narrativas afrocentradas serão destaque no Sambódromo do Anhembi. Entre as histórias contadas, a Mocidade Unida da Mooca, tradicional agremiação da Zona Leste, abre a passarela com o enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, que coloca em evidência a força e o protagonismo das mulheres negras na construção da sociedade brasileira. A proposta também destaca a trajetória da filósofa e ativista Sueli Carneiro, uma das principais vozes do movimento negro contemporâneo.

A Barroca Zona Sul traz a orixá das águas doces como grande homenageada no enredo “Oró Mi Maió Oxum”, que enaltece a espiritualidade de matriz africana e reforça a importância das religiões afro-brasileiras na formação cultural do país.

A valorização da história e da resistência negra também ganha espaço no enredo “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”, que resgata a trajetória de mulheres escravizadas que utilizavam os balangandãs como símbolos de proteção, identidade e, muitas vezes, autonomia financeira. A responsável por esse enredo é o Império de Casa Verde.

A Mocidade Alegre se renderá a Léa Garcia e levará para o Carnaval de 2026 o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, que homenageia uma das maiores damas da dramaturgia nacional, recordando papéis icônicos da artista, como o que ela desempenhou na obra “Escrava Isaura”.

Exu é o grande personagem do enredo “Abre Caminhos”, da Camisa Verde e Branco. O desfile foca na comunicação, na fé e no papel do orixá.


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